segunda-feira, 30 de maio de 2011

Sinopse da Obra

O romance regionalista a que me refiro se passa na pequena vila de Tamanduá, numa província de Minas Gerais. Narra uma história de amor entre duas crianças que foram criadas juntas; eram elas Eugênio, filho de fazendeiros e Margarida, filha de Umbelina, agregada da fazenda.A convivência entre aquelas inocentes criaturas faria crescer uma paixão incontrolável que iria desencadear um grande problema, pois Eugênio já estava destinado a ser padre. Ainda criança fora mandado para longe a fim de estudar para ser ordenado, porém mesmo com todas as relutâncias dos padres diretores e de sua família contra o amor que o jovem nutria por Margarida, este jamais foi capaz de esquecê-la mesmo diante de tamanho esforço. Durante um período de férias em que ele já rapaz regressara à fazenda de seus pais e voltara a ver Margarida, sentiu que sua paixão havia reascendido e então se revoltou contra o celibato, desistindo da idéia de ser padre e prometendo a moça que voltaria para ficar junto dela. Entretanto encontra barreiras ao comunicar a seus pais sobre sua decisão e fora obrigado a retomar os estudos, onde se encontrou em constantes crises e atormentos.Diante disso, seus pais e o diretor do seminário, tentando reanimá-lo para a vocação o comunicam sobre o casamento de Margarida, sendo que isto nao se passava de uma mentira. Ele consegue então concluir seus estudos e por volta de seus 20 anos, regressa a sua cidade natal onde todos o esperam para celebrar sua primeira missa. Margarida muito chateada e sofrendo de um mal do coração pede que chamem um padre para que possa se confessar antes da morte.Surpreendentemente quem aparece para ouvi-la é seu grande amor, Eugênio. Neste momento ele descobre que ela não havia se casado e tinha sido expulsa da fazenda, remetendo-se a idéia de que seus pais o trairam e prometendo a ela que voltará no dia seguinte. Cumprido o prometido, a paixão renasce súbita e eles não se contém, se entregando ao amor. No próximo dia, quando estava prestes a celebrar sua primeira missa, Eugênio é chamado para encomendar um cadáver. Foi quando então percebeu que o corpo era de Margarida, sua eterna amada, e ele então enlouquece desistindo definitivamente da vida sacerdotal.

9 comentários:

  1. Ao ler o romance "O Seminarista" a imagem que tenho do seminário é deprimente,acho que o autor conseguiu realmente passar a crítica ao celibato,principalmente quando ele começa associar a claridade do mundo com a escuridão do seminário.

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  2. Pela leitura do livro, percebe-se claramente o porque dele ser considerado um romance regionalista, afinal, está bem expressa a sociedade patriarcal, típica desse tempo. O pai obriga que Eugênio vá para o seminário, demonstrando sua autoridade e o desejo de ter alguém da família participando do celibato, já que era motivo de orgulho na época.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. O espaço representado no livro é o de um lugar pastoril, da natureza, representando-se assim o local de convívio e de vários acontecimentos da infância das personagens.

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  5. Uma das capas do livro aparece uma serpente qual seria a relação?

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  6. Olha Pi,a serpente é um marco forte no livro porque é um momento da infância de Eugênio e Margarida,no qual a menina brinca com a cobra.Depois disso Eugênio e sua mãe,muito católica,começam a relacionar o fato à cobra que disvirtuou Eva no paraíso,associando assim a menina a figura do diabo.

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  7. Em última análise, precisamos amar para não adoecer.

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  8. "A educação claustral é triste em si e em suas conseqüências: o
    regime monacal, que se observa nos seminários, é mais próprio para
    formar ursos do que homens sociais. Dir-se-ia que o devotismo
    austero, a que vivem sujeitos os educandos, abafa e comprime com
    suas asas lôbregas e geladas naquelas almas tenras todas as
    manifestações espontâneas do espírito, todos os vôos da
    imaginação, todas as expansões afetuosas do coração."
    - CRÍTICA AO CELIBATO

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  9. "O rapaz que sai de um seminário depois de ter estado ali alguns
    anos, faz na sociedade a figura de um idiota. Desazado, tolhido e
    desconfiado, por mais inteligente e instruído que seja, não sabe
    dizer duas palavras com acerto e discrição, e muito menos com
    graça e afabilidade. E se acaso o moço é tímido e acanhado por
    natureza, acontece muitas vezes ficar perdido para sempre."
    - CRÍTICA QUE NAO CONDIZ COM A ATUALIDADE

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